O presidente Lula (PT) sancionou a lei que aumenta o mínimo
para R$ 1.320 e implementou a nova política de valorização do salário. O
objetivo é trazer aumento real do valor -ou seja, acima da inflação. Esta é uma
das promessas de campanha de Lula, em contraponto ao governo Jair Bolsonaro
(PL), que ficou quatro anos sem a valorização.
Lula também sancionou a alteração na correção da tabela do
Imposto de Renda, outra promessa de campanha. Com a mudança, pessoas físicas
com renda mensal de até dois salários mínimos (R$ 2.640) ficam isentas. A
isenção estava congelada em R$ 1.903,98 desde 2015.
Lula esteve ao lado do presidente da Câmara, Arthur Lira
(PP-AL), em meio às negociações de uma reforma ministerial. Veneziano Vital do
Rêgo (MDB-PB) representou o Senado, já que o presidente da Casa, Rodrigo
Pacheco (PSD-MG), estava em viagem a São Paulo.
Além disso, o presidente Lula enviou ao Congresso a medida provisória para cobrar, duas vezes ao ano, entre 15% e 20% dos rendimentos dos fundos de “super-ricos”. Assim, o governo prevê arrecadar R$ 24 bilhões deste ano até 2026.
Lula assinou e remeteu ao Congresso também o projeto de lei para tributar as aplicações de brasileiros no exterior em paraísos fiscais, conhecidos como offshores e trusts. Atualmente, essa tributação ocorre apenas quando o dinheiro é resgatado e enviado ao Brasil.















