Abril chega com impacto direto no orçamento dos brasileiros:
a conta de energia elétrica ficará mais cara em diversos estados do Nordeste. A
previsão é de aumento médio de cerca de 8% em 2026, segundo estimativa da
Agência Nacional de Energia Elétrica.
Os reajustes já têm datas definidas e vão atingir
consumidores atendidos por diferentes distribuidoras. Na Bahia, o aumento entra
em vigor no dia 22 de abril, afetando clientes da Neoenergia Coelba. Na mesma
data, haverá reajuste para usuários da Enel Ceará, Neoenergia Cosern e Energisa
Sergipe.
Já em Pernambuco, o aumento começa a valer a partir de 29 de
abril, para consumidores atendidos pela Neoenergia Pernambuco. Em Alagoas, o
reajuste também está previsto, com início em maio.
Aumento acima da
inflação
O percentual chama atenção por superar a inflação projetada
para o país. De acordo com o Banco Central do Brasil, a expectativa para o
Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 4,36% em 2026 — quase metade
do aumento previsto na energia.
O que está por trás
do reajuste
Um dos principais fatores para a alta é a Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE), encargo incluído na tarifa que financia
políticas públicas do setor. A previsão é de que esse fundo movimente mais de
R$ 52 bilhões neste ano.
Entre os custos que influenciam a tarifa também estão:
*compra e transmissão de energia
*encargos setoriais
*subsídios, como tarifa social e apoio ao setor rural
Havia expectativa de redução nas contas com a possível
utilização de recursos do chamado Uso do Bem Público (UBP), mas a decisão foi
adiada, o que diminui as chances de alívio imediato nas tarifas.
Impacto no dia a dia
O aumento da energia elétrica não afeta apenas as residências. O reajuste tem efeito direto em toda a economia, elevando custos para comércio, indústria e serviços — o que pode pressionar ainda mais os preços no país.















