O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ter se
reunido, em momento anterior, com o proprietário do Banco Master, mas afirmou
que não houve qualquer tentativa de interferência política no caso envolvendo
clientes da instituição que relataram cobranças indevidas junto ao Banco
Central.
Em declarações divulgadas nesta terça-feira (data), o chefe
do Executivo explicou que o encontro aconteceu no passado e foi pautado por
assuntos gerais, sem relação com as queixas dos usuários ou com registros
financeiros questionáveis. Lula reforçou que o governo não atua para beneficiar
interesses privados ou para influenciar decisões de órgãos reguladores.
A declaração ocorre em meio a críticas de clientes do Master
e de outra instituição financeira o Will Bank que afirmam ter tido débitos
quitados ou inexistentes registrados de forma incorreta junto ao Banco Central,
situação que trouxe preocupação sobre possíveis impactos no histórico de crédito
e no score dos consumidores.
Ao comentar o caso, o presidente destacou que instituições
públicas e regulatórias operam de forma independente, e que qualquer
investigação sobre práticas financeiras ou condutas irregulares cabe aos órgãos
competentes, sem interferência do Poder Executivo.
A posição de Lula busca reforçar a independência das instituições financeiras e esclarecer que encontros sociais ou protocolares não se traduzem em influência sobre decisões regulatórias ou processos administrativos em andamento.




















