Entre janeiro e dezembro de 2020, 6,6% das crianças registradas na Bahia tiveram a Certidão de Nascimento emitida apenas com o nome da mãe. A porcentagem corresponde a 12.064, em um universo de 181.135 crianças nascidas vivas, que desconhecem sua origem paterna.
Os dados são da Associação
Nacional dos Registradores Civis de Pessoas Naturais do Estado da Bahia
(Arpen-BA), compilados a pedido do Bahia Notícias.
Na última semana, ao discutir os desdobramento do caso da
mãe que abandonou a filha recém-nascida em um banheiro do terminal de ônibus
Acesso Norte, em Salvador, a advogada Mariana Regis, especializada em Direito
das Famílias com perspectiva de gênero, pontuou aspectos sociais conjunturais
que dão conta da ideia de “naturalização da irresponsabilidade paterna”, termo
recorrente nos debates pautados por movimentos sociais de pautas feministas e
de enfrentamento ao machismo (reveja).
“A verdade é que se trata de uma conduta violenta que causa
graves danos não somente aos filhos e filhas, mas às mães. ‘Quem pariu Mateus que balance’, diz o dito
popular”, reflete.















