A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva
Neres, foi colocada em liberdade na manhã desta terça-feira (17), após
permanecer mais de um ano presa. Ela é acusada de facilitar a fuga de 16
detentos da unidade prisional, ocorrida em dezembro de 2024.
Joneuma deixou a prisão acompanhada da filha, de 8 meses de
idade, nascida durante o período em que esteve custodiada.
O caso ganhou repercussão após a fuga em massa, considerada
uma das mais ousadas da região. De acordo com as investigações, a ação contou
com apoio externo. Um grupo de homens armados invadiu o presídio enquanto os
internos perfuravam o teto de uma cela para escapar.
Segundo o coronel Luís Alberto Paraíso, comandante da
Polícia Regional, a operação criminosa foi coordenada em duas frentes
simultâneas. Enquanto parte dos detentos abria passagem pela estrutura da
unidade, cerca de oito homens fortemente armados atacaram o presídio, efetuando
disparos contra guaritas e agentes de segurança.
“A ação externa deu sustentação à fuga. Os criminosos
cortaram a grade e iniciaram os disparos, permitindo que os detentos descessem
por cordas e fugissem em direção ao matagal”, explicou o oficial.
Até o momento, apenas um dos foragidos foi recapturado. Valtinei dos Santos Lima, conhecido como “Dinei”, foi localizado em setembro de 2025. Outros dois fugitivos morreram em confrontos com forças de segurança.
Anailton Souza Santos, o “Nino”, morreu em janeiro de 2025 durante uma operação da Polícia Civil em Eunápolis. Já Rubens Lourenço dos Santos, conhecido como “Binho Zoião”, foi morto em outubro do mesmo ano, durante uma megaoperação policial no Rio de Janeiro. Informações do G1


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