A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou
o registro do Columvi (glofitamabe), novo medicamento desenvolvido pela
farmacêutica Roche para o tratamento de adultos com linfoma difuso de grandes
células B (LDGCB), um dos tipos mais agressivos de câncer que afetam o sistema
linfático.
A autorização foi publicada nesta segunda-feira (20) no
Diário Oficial da União. O medicamento será utilizado em combinação com
gencitabina e oxaliplatina no tratamento de pacientes com doença recidivante,
quando o câncer retorna após o tratamento, ou refratária, quando não há
resposta às terapias convencionais.
A indicação também contempla pessoas que não apresentam
condições clínicas para realizar transplante autólogo de células-tronco. Segundo
a Anvisa, a aprovação representa um importante avanço para o tratamento
oncológico no Brasil.
O Columvi é um anticorpo biespecífico, tecnologia que atua
direcionando o sistema imunológico para reconhecer e atacar as células
cancerígenas, ampliando as alternativas terapêuticas para pacientes com câncer
hematológico.
De acordo com a Roche, aproximadamente 4 mil brasileiros recebem o diagnóstico de linfoma difuso de grandes células B todos os anos. O tratamento é administrado por via intravenosa, sem necessidade de internação, e possui duração média de 8,3 meses, distribuída em 12 ciclos.
Os resultados que embasaram a aprovação foram apresentados
em um estudo clínico internacional publicado, em novembro de 2024, na revista
científica The Lancet. A pesquisa demonstrou que o novo esquema terapêutico
proporcionou redução de 41% no risco de morte em comparação ao tratamento
convencional.
Além disso, o estudo apontou remissão completa da doença em
50,3% dos pacientes tratados com o Columvi, enquanto no grupo submetido à
terapia padrão esse índice foi de 22%. Os pesquisadores também observaram uma
redução de 63% no risco de progressão da doença, reforçando a eficácia do
medicamento.
Com a aprovação da Anvisa, o Columvi passa a integrar as opções de tratamento disponíveis no Brasil, representando uma nova esperança para pacientes que enfrentam formas agressivas de linfoma e possuem poucas alternativas terapêuticas.


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