Motoristas da Bahia já começam a sentir no bolso mais um
aumento no preço da gasolina. A partir desta quinta-feira (30), o combustível
passa por novo reajuste, o oitavo desde o início das tensões no Oriente Médio,
em fevereiro de 2026.
A responsável pela mudança é a Acelen, que anunciou elevação
de R$ 0,39 por litro no valor repassado às distribuidoras — um acréscimo de
10,2%. Com isso, o preço na refinaria saltou de R$ 3,85 para R$ 4,243 por
litro.
O aumento acendeu o sinal de alerta no Sindicombustíveis
Bahia, que demonstrou preocupação com possíveis reflexos na inflação e com a
situação financeira dos postos revendedores diante das sucessivas altas.
Enquanto a gasolina sofre novo impacto, os preços do diesel (S10 e S500)
permanecem sem alterações neste momento.
Outro ponto destacado pelo sindicato é a diferença entre a
política adotada pela refinaria baiana, administrada pela iniciativa privada, e
as unidades da Petrobras. Segundo a entidade, enquanto a Bahia acumula seguidos
reajustes influenciados pelo cenário internacional, as refinarias da estatal
mantiveram estabilidade no mesmo período.
Apesar do aumento definido na refinaria, o valor final ao consumidor pode variar. Isso ocorre porque o preço cobrado nos postos leva em conta diversos fatores, como as margens das distribuidoras, os custos operacionais e o lucro dos revendedores, além da mistura obrigatória de biocombustíveis e da carga tributária, que inclui ICMS e impostos federais.


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