O ex-governador do Acre, Gladson Camelí, foi condenado pelo
Superior Tribunal de Justiça a 25 anos e nove meses de prisão pelos crimes de
organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro
e fraude à licitação.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (6) pela Corte
Especial do STJ, que acompanhou o voto da relatora do caso, a ministra Nancy
Andrighi. Apesar da condenação, a pena não será executada imediatamente, já que
a defesa ainda pode recorrer da decisão.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público
Federal, o ex-governador teria participado de um esquema de fraudes em
licitações e desvio de recursos públicos por meio de contratos irregulares
firmados no estado.
As investigações apontam que o grupo utilizava a estrutura
do governo para beneficiar aliados políticos, direcionar contratos e ocultar
recursos obtidos ilegalmente. De acordo com o MPF, os crimes investigados
teriam começado em 2019 e causado prejuízo superior a R$ 16 milhões aos cofres
públicos.
Entre os contratos citados na denúncia está a contratação da empresa Murano Construções Ltda. para obras de engenharia viária e edificações. Segundo a acusação, a empresa teria recebido cerca de R$ 18 milhões em contratos sob suspeita de irregularidades.


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