Seis em cada 10 municípios baianos não têm receita própria e dependem de repasses constitucionais para arcar com as despesas públicas, segundo a União dos Municípios da Bahia (UPB).
Destes, 55 estão sofrendo com
perdas na arrecadação de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)
por causa da redução populacional registrada pelo último Censo Demográfico do
IBGE.
São cidades com até 20 mil habitantes, que correspondem a mais da metade das 101 afetadas na Bahia [veja lista completa abaixo].
Ainda de
acordo com a UPB, a perda total até o momento não foi calculada, mas a previsão
é de que no mês de agosto os municípios arrecadem 8% a menos em comparação com o
mesmo período do ano passado.
O FPM é um fundo pelo qual a União repassa, a cada dez dias, 22,5% do que arrecada com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre o Produto Industrializado (IPI).
A cada mês, portanto, são três transferências, que
ocorrem nos dias 10, 20 e 30. Na Bahia, os valores são destinados a manutenção
de serviços básicos como educação (25%), saúde (15%) e serviço social (3%).















