Cientistas dos EUA declaram o início do El Niño nesta
quinta-feira (8). Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica
(NOAA, na sigla em inglês), as condições de oceanos e atmosfera que
caracterizam o fenômeno climático se confirmaram, e abrem caminho para
possíveis recordes de temperatura em 2024.
O El Niño é marcado por um aquecimento acima da média no
oceano Pacífico, perto da linha do Equador. Ele muda a circulação dos ventos
alísios, que vão de leste a oeste, levando umidade e águas mais quentes da
costa das Américas para Ásia e Oceania.
Apesar de acontecer no Pacífico, seus efeitos alcançam
outras regiões do planeta. Alguns são a elevação geral de temperaturas, aumento
de chuvas ou seca em diferentes regiões, branqueamento de corais e até danos à
economia. Um exemplo é o impacto na falta de chuvas, que prejudica safras. Outro
é na atividade pesqueira.
Isso porque, com o deslocamento normal das águas quentes
para o oeste, águas mais profundas e frias “sobem”. Esse movimento é chamado de
ressurgência, que renova nutrientes e é fundamental para a fauna marinha na
costa da América do Sul. Com o El Niño, isso não acontece.
















