terça-feira, 29 de setembro de 2026

Bahia está sem tornozeleiras há quatro meses para monitorar presos e investigados

A instalação de novas tornozeleiras eletrônicas está suspensa na Bahia há cerca de quatro meses após o sistema atingir o limite contratual de vagas para monitoramento. A informação foi comunicada ao Judiciário pela Central de Monitoramento Eletrônico de Pessoas (CMEP), vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).

A suspensão começou em 9 de junho e, inicialmente, seguiria até 8 de agosto, mas foi prorrogada até 7 de outubro. Com isso, pessoas que receberam determinação judicial para uso do equipamento precisam aguardar a liberação de vagas. As decisões permanecem válidas e serão cumpridas conforme dispositivos fiquem disponíveis.

O contrato prevê 2.700 equipamentos de monitoração, sendo 2.400 tornozeleiras e 300 dispositivos destinados à proteção de vítimas da Lei Maria da Penha. Novas vagas podem surgir com revogações de medidas cautelares, progressões de regime e outras situações que encerrem monitoramentos já existentes.

Enquanto não há equipamentos disponíveis, magistrados podem recorrer a outras medidas cautelares previstas na legislação, como comparecimento periódico à Justiça, recolhimento domiciliar e restrições de contato ou deslocamento.

Segundo a CMEP, a expectativa é, se houver condições, restabelecer integralmente as instalações a partir de 7 de outubro. As informações são do Correio 24 horas.

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