terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Policia prende na Bahia homem que se passava por pastor para aplicar ‘golpe do amor’

Uma investigação da Polícia Civil resultou na prisão preventiva de um homem de 42 anos, suspeito de aplicar o chamado “golpe do amor” em vítimas de diferentes estados do país. A captura ocorreu na manhã desta terça-feira (6), em Feira de Santana, durante a Operação Fake Love.

Segundo a polícia, o investigado se apresentava como pastor evangélico para conquistar a confiança das vítimas. A partir dessa aproximação, ele iniciava relacionamentos afetivos fictícios e, com o vínculo estabelecido, solicitava transferências bancárias e outras vantagens financeiras.

As apurações indicam que o suspeito, identificado como Ronny Kelton, atuava de forma reiterada e organizada, com registros de ocorrências em vários estados, entre eles Bahia, Pernambuco, Sergipe, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. Além do estelionato afetivo, ele é investigado por furto mediante fraude, uso de documentos falsos, invasão de dispositivo informático e falsificação de documentos.

Em Feira de Santana, um dos casos chamou a atenção dos investigadores. De acordo com a Polícia Civil, o homem mantinha um grupo virtual de orações, no qual divulgava mensagens diárias de cunho religioso e se colocava como líder espiritual. A estratégia era utilizada para ganhar credibilidade, estabelecer laços emocionais com as vítimas e, posteriormente, aplicar os golpes.

Ainda conforme a polícia, o suspeito responde a inquéritos policiais e ações penais por crimes cometidos tanto contra mulheres quanto contra estabelecimentos comerciais. Na Bahia, há registros de ocorrências na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, na 1ª e 2ª Delegacias Territoriais de Feira de Santana, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e também em unidades de Salvador.

A prisão foi realizada em cumprimento a um mandado expedido pela 1ª Vara Criminal de Feira de Santana. Após ser detido, o homem foi encaminhado ao Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho, onde permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.

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