quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Adesivo eleitoral no carro pode afetar cobertura do seguro; entenda

Com a aproximação do período de campanha eleitoral, motoristas que pretendem utilizar seus veículos para divulgar candidatos devem ficar atentos às regras do seguro. A colocação de adesivos, plotagens e, principalmente, o uso do automóvel em atividades de campanha podem alterar o perfil de risco informado à seguradora e, em determinadas situações, resultar na negativa de indenização.

O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Segundo a entidade, situações como participação em carreatas, deslocamentos para comícios e outros eventos com grande concentração de pessoas podem aumentar a exposição do veículo a colisões e atos de vandalismo. O problema ocorre quando essa mudança na forma de utilização do automóvel não é comunicada à seguradora.

A atenção deve ser ainda maior quando o carro passa a ser utilizado diretamente em atividades eleitorais, como transporte de materiais de campanha, deslocamento de equipes ou prestação de serviços para candidatos.

Caso ocorra um sinistro e fique comprovado que o veículo estava sendo usado para uma finalidade diferente daquela declarada na contratação do seguro, a seguradora poderá analisar a situação conforme as condições previstas na apólice e eventualmente negar a indenização.

Outro ponto destacado é que adesivos, envelopamentos e plotagens, por si próprios, geralmente não estão incluídos na cobertura convencional do seguro. Além disso, prejuízos provocados por tumultos, vandalismo ou agressões relacionadas a disputas políticas podem estar entre as exclusões previstas no contrato.

Para evitar problemas, a orientação é comunicar previamente à seguradora ou ao corretor qualquer mudança relevante na utilização do veículo durante a campanha. Dependendo do caso, poderá ser necessário fazer um endosso na apólice para atualizar o perfil de uso do automóvel.

Também é recomendável consultar as condições do contrato para saber quais situações estão cobertas. Dessa forma, antes de transformar o carro em ferramenta de campanha eleitoral, o proprietário deve verificar as regras da sua apólice para evitar surpresas caso precise acionar o seguro. *Com informações do Motor1 Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário